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O SIRIRI Avante Brasil

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O SIRIRI Avante Brasil

"PEQUENO PORÉM FORTE". INFORMAÇÃO/OPINIÃO/CONTESTAÇÃO NA ÓTICA DE UM SER CIDADÃO. Hasta la victoria siempre. ¡Patria o muerte! Te abraza con todo fervor revolucionario. "Che" BRASILEIROS, SEJAMOS PATRIOTAS!! NÓS GANHAMOS COM ISSO, ABAIXO O JEITINHO BRASILEIRO E OS OPORTUNISTAS SEM ÉTICA.



SUBTERRÂNEOS DO PODER



FARINHA DO MESMO SACO


Por Sid "Ávila" Vicious*


Hoje será mais um dia tempestuoso no Senado Federal. Chega ao fim mais uma CPI, desta vez a CPI dos Bingos, também conhecida como "CPI do Fim do Mundo". A comissão ganhou o título ao se desviar totalmente do fato que a gerou e se transformar em palanque político contra o governo. Para quem não conhece as minúcias regimentais do Senado, aqui vai uma explicação. Para que se crie uma CPI é preciso que exista um fato que fundamente as investigações. Neste caso, o mote para a CPI foi denúncias envolvendo ligações entre os proprietários de Bingos e o crime organizado. De acordo com o regimento, que dita os trabalhos do Senado, as CPIs não podem se desviar de seu foco, o que não foi de forma alguma respeitado pelo presidente da comissão, senador Efraim Moraes, que pertence ao PFL, oposição linha dura.

E a CPI do Fim do Mundo, anteriormente considerada ridícula frente ao profissionalismo da CPI dos Correios, acabou ganhando notoriedade com o caso do caseiro Francenildo, estampado em todas as manchetes do Brasil e que rendeu a demissão do ministro Pallocci. E aí amigos, tome porrada no presidente e no governo. Em ano eleitoral isto já era previsível. O PFL iria perder a chance de jogar lama no Governo? Em hipótese alguma. E decidiram fazer isto a qualquer custo. Assuntos que não tinham absolutamente nada a ver que a CPI entraram nas investigações revelando a intenção clara da oposição de envolver os petistas até mesmo em assassinato, como foi o caso do crime envolvendo o prefeito de Santo André, Celso Daniel.

E por aí vai: documentos forjados, vazamento de informações, notas falsas distribuídas em off para a imprensa e mais. Simplesmente passaram por cima da ética, aplaudidos pela imprensa que, no afã de fabricar furos, entrou totalmente neste jogo. E é aí que vale uma reflexão. A despeito de ideologias ou preferências políticas (e não estou defendendo o governo). Quem vive os bastidores do Senado sabe que enquanto a população assiste na TV os parlamentares se gabando de sua correção política e acusando o governo de corrupção, desvio de verbas, envolvimento coma máfia , etc. Por trás dos panos acontecem os acordos mais espúrios, atropela-se a ética e a moral como se isto fosse algo corriqueiro.

E na verdade,em todo Congresso prevalece esta idéia. Ninguém fala, mas é isso. Os corruptos se julgam inocentes porque realmente vivem em um ambiente em que práticas como o mensalão são totalmente aceitas. Muita gente já sabia do mensalão, até aqueles que não receberam nada e até propuseram as investigações. Então porque o mensalão não foi denunciado antes se existia desde 2003? Por causa de uma conivência com o crime, com a mal versação do dinheiro público, coma ladroagem.

Esse corporativismo doentio que vem desde os tempos da ditadura esta incrustado como um câncer no meio político e, cada vez mais forte, parece consumir todos os valores os quais gostaríamos de ver nosso governantes defenderem com a mesmo veemência que defendem seus bolsos e ambições. Quer um exemplo? O caixa dois. Quando Delúbio usou esta explicação para justificar o dinheiro recebido por Marcos Valério e o senador Eduardo Azeredo, do PSDB, também confessou ter recebido recursos irregulares, governo e oposição correram para dizer que o caixa 2 é usado por todo mundo. Ninguém se elege sem caixa 2. E é verdade, campanhas custam muita grana e aí, meus camaradas, os lobistas empresários e demais pragas fazem a festa. A normalidade com que os políticos se referem ao caixa 2 (houve até gente que defendeu esse abuso) mostra que na verdade, em se tratando de política não existem mocinhos e nem bandidos. Não se enganem meus amigos. È tudo farinha do mesmo saco !

Você acha que a Heloisa Helena é a inocente defensora dos pobres e oprimidos? Ou é alguém que se deixou dominar pelo rancor de ter sido expulsa do PT e hoje se alia aos políticos de direita a quem acusava dos mesmos crimes que hoje pairam sobre o PT. Não está ela fazendo o mesmo que acusa o seu antigo partido, desviando-se dos princípios básicos pelos quais sempre se pautou. Ligue a TV no canal do senado e você poderá vê-la aos beijos e abraços com os "colegas" do PSDB e do PFL. Vale tudo para destruir o PT. O Arthur Virgílio está preocupado com o futuro do país? Nada, ele quer o PSDB no poder para perpetuar o legado de FHC que em oito anos aumentou o desemprego, a miséria e enriqueceu muito industrial paulista. Acha que a direita irá retornar ao poder e não existirá mais corrupção?

Duvide de tudo isto. Quando assistir à TV durante a campanha eleitoral lembre-se que aquele sorriso largo de nossos amigos candidatos pode esconder um apaixonado defensor dos interesses de uma elite que se mantém há anos no poder defendendo a desigualdade social lá da avenida paulista ou de seus condomínios de luxo.

A verdadeira revolução não está nas armas, não está na ruas, não está nas manifestações e nem com os sindicatos, operários ou com o MST. A revolução começa de dentro para fora, não pode ser criada artificialmenrte e nem imposta. Ela está em nossa postura, na compaixão com o próximo e principalmente no desapego.Quando admitimos a hipótese do bem-querer coletivo ao invés da individualidade a qualquer custo, estamos caminhando em direção as mudanças, revolucionando de forma profunda e silenciosa. Quando chegarmos lá eles nem irão perceber.

Não aceite nada de bandeja. Desconfie de tudo que vier dos canais oficiais, sejam da iniciativa pública ou da iniciativa privada. Lembre-se por trás dos jornais e canais de TV existem interesses comercias que vai além, muito além da ética no trato das informações. Existe uma realidade anos-luz do que, muitas vezes, assistimos no Jornal Nacional. Internet, blogs, imprensa alternativa, essas são as ferramentas que temos para lutar. Saber é poder. Considere o outro lado da moeda e pode descobrir que muita coisa está ao nosso alcance. Viva a contra-informação! Viva a liberdade de expressão! Ainda existe tempo. Não esqueça que existe muito mais por trás das boas intenções de nossos dirigentes do sonha nossa vã filosofia.

* Sid habita há vários anos as catacumbas do Congresso, convivendo diariamente com os ratos do Congresso Federal. Informações direto da fonte sem censura

Rei 45 em Quarta-feira, Junho 21, 2006

Voce que esta ai sentado!! levante-se !! Há um lider dentro de voce.

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5 MINUTOS


A LÓGICA IMBECIL DA SOCIEDADE HUMANA


Rei 45 em Terça-feira, Junho 20, 2006

Voce que esta ai sentado!! levante-se !! Há um lider dentro de voce.

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5 MINUTOS



POESIA - PARA AQUELES




Aqueles que não aceitam
Os outros como são
Não permitem que o diferente
Salte a sua razão

Aqueles que não respeitam
As pessoas como são
Não permitem que o diferente
Tome seu perdão

Aqueles que não entendem
O que é diferente
Acham sempre que certo
E único a sua razão

Aqueles que hipocritamente
Pedem por liberdade,
E na alcova da ignorância
Não aceitam a felicidade

Que o fundo do inverno
Seja quente, como um vulcão
Para queimar o preconceito
E a intolerância - daqueles !

Rei 45 em Terça-feira, Junho 13, 2006

Voce que esta ai sentado!! levante-se !! Há um lider dentro de voce.

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5 MINUTOS



PARA QUEM NÃO ACREDITA NA SEGREGAÇÃO NO BRASIL, REPRODUZO MATÉRIA DO CORREIO BRASILIENSE



Pobres e negros é o perfil da população carcerária do Brasil



A Justiça brasileira não é cega. Ela faz distinção de cor, de gênero e, principalmente, de conta bancária. É isso que explica, de acordo com juristas e advogados, o fato de 95% da população carcerária no Brasil ser formada de homens e mulheres pobres e, em sua maioria, negros ou pardos. Só assim, de acordo com o Romualdo Sanches Filho, presidente da Academia Paulista de Direito Criminal, para entender a prisão domiciliar de Suzane von Richtofen ou a liberdade do jornalista Pimenta Neves, enquanto mulheres como Angélica Teodoro, desempregada que furtou um pote de manteiga de R$ 3,10 para fazer um purê de batatas para matar a fome do filho de dois anos de idade, foi presa.

"Os pobres, os moradores de favelas e os jovens negros são os mais visados pelo sistema judiciário", argumenta. O motivo dessa perseguição, de acordo com Sanches Filho, é que são os excluídos os mais suscetíveis a praticar crimes de massa, aqueles que incomodam a sociedade, como furtos e roubos.

Para Luiz Flávio Gomes, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), ¿a Justiça criminal não é igualitária. A norma não incide para todos e nunca incidiu¿, diz. Ele acredita que a cultura da diferença na hora de acertar as contas com a lei só vai mudar no Brasil com a diminuição da desigualdade econômica e, principalmente, social.

Eles foram presos...


Maria Aparecida de Matos - Negra
A empregada doméstica Maria Aparecida de Matos, 24 anos, deixou no último dia 24 a prisão depois de um ano de sete meses na cadeia. Ela cumpria pena no Hospital de Custódia de Franco da Rocha, em São Paulo, por tentar furtar um xampu e um condicionador no valor de R$ 24 em uma farmácia. A liberdade foi concedida pelo Superior Tribunal de Justiça, depois que o TJ paulista negou o mesmo pedido. A argumentação da advogada Sônia Regina Arrojo e Drigo para livrar Maria Aparecida da prisão foi a do princípio de insignificância ¿ que prevê a suspensão do processo nos crimes de valor irrisório, sem violência ou ameaça. A empregada doméstica perdeu a visão do olho esquerdo por causa de tortura sofrida na prisão, supostamente cometida por funcionários e presas.

Angélica Teodoro - Negra
O roubo de um pote de manteiga que custava R$3,10 resultou na prisão, por 128 dias, da jovem Angélica Teodoro, 18 anos, mãe de um filho de dois anos. Desempregada, primária e de bons antecedentes, ela ficou detida na comarca de São Paulo porque teria tentado roubar um pote de 200 gramas de manteiga. Não houve ameaça com arma de fogo ou mesmo com arma branca. Cinco pedidos de liberdade provisória foram negados, pelo Tribunal de Justiça. Coube ao Ministro Paulo Gallotti do STJ conceder para ela a liberdade provisória, no final de março deste ano. Ela estava presa desde dezembro no Cadeião de Pinheiros, em São Paulo.

Iolanda de Jesus - Negra
No final do ano passado, a ex-bóia-fria Iolanda de Jesus, com 79 anos e em estado terminal de câncer no intestino, foi presa porque portava 17 gramas de crack. A aposentada foi condenada a quatro anos de prisão em regime integral por tráfico de entorpecentes. Ela foi presa em sua casa, em Campinas (SP). O filho de Iolanda, Carlos Roberto de Almeida, de 40 anos, foi condenado pelo mesmo crime e recebeu a mesma pena. Depois de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, o advogado da aposentada conseguiu que ela passasse o Natal com os parentes, em Campinas, a 100km de São Paulo e aguardasse em liberdade o julgamento da apelação.

Marcos Mariano - Negro
Preso por 19 anos, sem culpa, por erro judicial, o ex-mecânico Marcos Mariano da Silva, de 57 anos, conseguiu o direito de receber pensão mensal de R$ 1.200 do governo estadual até receber a indenização de R$ 4 milhões determinada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Marcos Mariano foi preso em 1976, acusado de homicídio. Passou seis anos na prisão até ser encontrado o verdadeiro assassino. Libertado, voltou a ser preso em 1985 porque a polícia entendeu que ele havia violado uma liberdade condicional. Ficou outros 13 anos preso, sem direito a defesa nem a banho de sol. Ele perdeu a visão na temporada.

...enquanto eles estão soltos

Suzane von Richtofen - Branca e Rica
Suzane está em prisão domiciliar desde o dia 26 de maio, beneficiada por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. Ela é acusada de tramar o assassinato dos pais, Marisia e Manfred von Richthofen. O STJ acolheu um habeas corpus ajuizado pela defesa e determinou que o juiz do processo avalie a necessidade de vigilância policial, que deverá ser exercida com discrição, para não constrangê-la. No pedido ao STJ, a defesa sustentou a inexistência de elementos que justificassem a prisão. De acordo com o pedido, ela nunca se recusou nem se omitiu a comparecer em juízo. A defesa também espera que, condenada, ela fique fora da prisão até o julgamento de todos os recursos.

Cantor Belo - Rico
O cantor de pagode Belo, acusado de envolvimento no tráfico de drogas, passa apenas a noite em Bangu. Durante o dia, ele trabalha. O direito foi conquistado duas vezes pela advogada do cantor. No dia 8 de maio, primeiro dia no regime semi-aberto, o pagodeiro não trabalhou das 9h às 18h, como combinado. Ele deixou a cela e, no meio do caminho, quis ver o mar e parou para comer um cachorro quente. Como se não bastasse, só voltou para a unidade prisional às 19h36. A advogada de Belo disse que ele não se adaptou ao emprego. Uma semana depois do retorno ao regime integral, o juiz voltou a conceder o benefício a Belo.

Gil Rugai - Branco e Rico
No último 18 de abril, o STJ revogou a prisão preventiva de Gil Rugai, acusado por duplo homicídio do pai, Luiz Carlos Rugai, e a madastra, Alessandra de Fátima Troitino, há dois anos. A defesa pedia, além da revogação da prisão preventiva, o trancamento da ação que o estudante responde, mas os ministros só acolheram o primeiro pedido por entender que não havia justificativa para mantê-lo preso. Em 28 de março de 2004, o pai de Gil e a mulher foram mortos a tiros em casa. No local, policiais encontraram uma nota fiscal da compra de uma arma, certificado de curso de tiro " todos em nome de Gil" e estojo de uma pistola 380, calibre usado no homicídio.

Pimenta Neves - Branco e Rico
Condenado a 19 anos, dois meses e 12 dias de prisão, o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, de 69 anos, não tem data para perder a liberdade. O direito de recorrer em liberdade da acusação de assassinato foi garantido pelo juiz de Ibiúna em maio, quando ele foi condenado pelo assassinato da ex-namorada Sandra Gomide. A justificativa para que ele tenha saído do julgamento condenado mas tenha ido para casa e não para a prisão é o fato é de que, sem sentença transitada em julgado, a execução da pena não começa, e o condenado só pode ser preso se estiverem presentes alguns dos motivos para justificar a prisão cautelar.

Érika Klingl - Do Correio Braziliense

Rei 45 em Segunda-feira, Junho 12, 2006

Voce que esta ai sentado!! levante-se !! Há um lider dentro de voce.

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5 MINUTOS



AMOR



É fato que respostas não são o forte das sociedades. Afinal, o óbvio não é tão óbvio assim.
Para deixar claro, a definição da palavra óbvio pelo Aurélio:

1. Que está diante dos olhos; que salta à vista; manifesto, claro, patente:
2. Axiomático, evidente, incontestável:
3. Que se compreende ou percebe por intuição; intuitivo; evidente:


Perguntas sem resposta. Isso é comum na história da humanidade.

Um exemplo : Porque , mesmo sabendo que guerras não resolvem nada elas continuam acontecendo? Mesmo nas culturas que pregam o AMOR?

Dentro de todos os sentimentos o AMOR é o mais enigmático e ambíguo de todos. Por amor, os fatos podem tomar sentidos totalmente opostos, ao seu sentido. Para deixar claro, a definição da palavra AMOR pelo Aurélio:


1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa:
2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção, culto; adoração:
3. Inclinação ditada por laços de família:
4. Inclinação forte por pessoa de outro sexo, geralmente de caráter sexual, mas que apresenta grande variedade de comportamentos e reações:
5. P. ext. Atração física e natural entre animais de sexos apostos:
6. Amor (4) passageiro e sem conseqüência; capricho:
7. Aventura amorosa; amores (3):
8. Sentimento equivalente ao amor (4), no caso do homossexualismo.
9. Afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura.
10. Inclinação ou apego profundo a algum valor ou a alguma coisa que proporcione prazer; entusiasmo, paixão:
11. Muito cuidado; zelo, carinho:
12. O objeto do amor (1 a 9).


Veja no caso de Helena de Tróia: O Amor nesse caso, provocou uma guerra sangrenta, onde varias vidas foram ceifadas. Todas as mortes motivadas pelo AMOR Páris por Helena.

Outro fato: A guerra sem fim no oriente médio entre Palestinos e Israelenses também motiva pelo AMOR, mas, agora esse amor e por um "Deus" por uma doutrina.

Mais um fato: A corrupção no congresso Brasileiro também motivada pelo AMOR, mas agora, pelo poder, pela dominação e pelo status.

Em todos os casos o AMOR é o sentimento matriz. Depois outros sentimentos vão sendo formados como : ódio, inveja, rancor, felicidade, alegria, paixão.

O AMOR é, a arma mais forte das sociedades e doutrinas. E talvez, seja também a arma mais forte para a "salvar" o planeta e a humanidade.

É isso ai....

Rei 45 em Quinta-feira, Junho 08, 2006

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MALDITOS FILHOS DA PUTA !!!



ACONTECEU EM HADITHA


Copiado de Le Monde Diplomatique


Como foi cometido (e acobertado...) o massacre que pode mudar o destino da guerra no Iraque. O que ele revela sobre a ocupação, os EUA, a democracia e o controle do imaginário

Nem a história da guerra do Iraque, nem a imagem que o mundo tem dos EUA (e eles, de si próprios) serão as mesmas, depois de Haditha. Na manhã de 19 de novembro de 2005, praticou-se um massacre, nesta pequena cidade cercada de palmeiras e debruçada às margens do Rio Eufrates. Depois de sofrerem uma baixa [1], causada por explosão de uma bomba, os soldados da Companhia Kilo, do US Marine Corps [2] decidiram vingar-se contra a população civil.

Vinte e quatro pessoas foram assassinadas a sangue-frio. Nenhuma delas esboçou qualquer gesto que pudesse representar ameaça aos marines. Entre as vítimas estão sete mulheres, três crianças, um bebê de um ano e um ancião cego e aleijado, em sua cadeira de rodas. A vingança prolongou-se por cinco horas, o que exclui a hipótese (igualmente brutal) de um acesso de cólera, provocado pela morte do colega de armas.

Ao invés de punirem a selvageria, os oficiais que comandavam os soldados a acobertaram. Dois relatórios militares criaram versões fantasiosas para os fatos. O primeiro, de autoria dos próprios autores do massacre, atribui as 24 mortes à explosão que matou o soldado (supostas 16 vítimas) e a fictícia "troca de tiros" com "insurgentes" (outras 8). O segundo é mais grave e perturbador. Foi produzido em fevereiro, após surgirem sinais de que os fatos haviam vazado. Um coronel de infantaria deslocou-se a Haditha e fez, durante uma semana, dezenas de entrevistas " inclusive com testemunhas oculares dos crimes. Embora desconstrua a primeira mentira, seu relatório esconde o essencial " os assassinatos. Trata as mortes como... "danos colaterais" da guerra. Ao invés de esclarecer, o documento lança uma terrível pergunta: quantos episódios semelhantes terão sido abafados, no Iraque, ao serem classificados com tal rótulo, cada vez mais freqüente no jargão das guerras "modernas"?

Quando o acobertamento é vazado


Duas tendências também contemporâneas " a câmera digital barata e as redes de ONGs " permitiram que, em Haditha, a história fosse diferente. Um dia depois da chacina, o estudante de jornalismo Taher Thabet filmou alguns dos corpos e as quatro casas onde foram mortas 19 das vítimas. Thabet mostrou paredes internas, tetos e pisos estourados por rombos de balas e salpicados por jatos de sangue. Teve o cuidado de filmar, também, as fachadas " intactas" das construções. Demonstrou que não houvera combate: os soldados entraram sem resistência e atiraram. As circunstâncias em que as vítimas foram mortas são tenebrosas. [3] .

O estudante de jornalismo enviou o vídeo ao Grupo Hamurabi de Direitos Humanos, que tem sede no Iraque e se articula com o Human Righs Watch, dos EUA. O documento chegou à revista Time. Os repórteres Tim McGirk e Aparisim Ghosh foram ao local dos fatos e investigaram durante oito semanas. Em 27 de março, a revista publicou One morning in Haditha, um texto que, embora em tom ainda inconclusivo, revela todos os fatos essenciais do massacre.

Tem início então uma sucessão de fatos contraditória e complexa, muito reveladora sobre a natureza do sistema político e o controle do imaginário, nos Estados Unidos. As instituições da política se movem. O departamento de Defesa abre dois novos inquéritos. O Congresso instala comissões que as acompanham. Os militares exasperam-se tentando responder aos questionamentos feitos por estas. A própria publicação da reportagem revela, aliás, que a liberdade de expressão ainda encontra brechas, no mundo das comunicações oligopolizadas.

Mas este jogo democrático não abala o controle que os grupos hegemônicos exercem sobre os símbolos que movem a sociedade. Não há uma comoção nacional comparável, por exemplo, à que se produz no Brasil, com o massacre de Eldorado de Carajás para não falar nos shows midiáticos em que se transformam as CPIs. Durante nove semanas, tudo se desenrola a frio, em gabinetes. Os fatos não chegam às TVs, não repercutem em outras publicações, não são retomados sequer por Time. Na internet, chama atenção a ausência do filme de Thabet.

O momento em que a tensão se rompe


Num caso chocante como este, em algum momento a tensão entre democracia e controle sobre o imaginário terá de se resolver. O momento de desenlace foi aberto no final de maio. Aparentemente, a Casa Branca e as correntes que apóiam a guerra prepararam-se para reduzir ao máximo seus possíveis efeitos. Devido à gravidade dos fatos, não é, contudo, algo cujo desfecho esteja definido. A sorte começou a ser jogada no final de maio e ainda não está definida em 6 de junho, momento em que este texto foi revisado.

Em 26/5, o New York Times revelou que um dos novos inquéritos abertos pelo Pentágono após a reportagem de Time estava próximo ao fim. O coronel Gregory Watt, seu condutor, havia apurado que muitos dos mortos em Haditha morreram com tiros na cabeça e no peito, típicos de chacina. Também havia apontado o sargento Frank Wuterich como um dos protagonistas dos crimes. Em 31/5 " exatos 64 dias depois de os fatos se tornarem públicos... " o presidente George Bush foi inquirido pela primeira vez sobre o tema, numa entrevista coletiva. "Se as leis foram violadas, haverá punição", limitou-se a responder. Em 1/6, numa medida típica de relações públicas (mas que teve enorme repercussão, em todo o mundo), o general George Casey, comandante-geral das tropas dos EUA no Iraque, anunciou (sem oferecer qualquer dado complementar) que os soldados norte-americanos seriam agora submetidos a "treinamento" sobre "valores essenciais". Três anos depois de mergulhados numa guerra sangrenta, eles teriam finalmente a oportunidade de "refletir sobre os valores que nos separam de nossos inimigos"...

A operação não foi suficiente para neutralizar o potencial explosivo dos fatos. Ao contrário: em 2/6, surgiram duas novas denúncias. Um outro massacre teria ocorrido, em Ishaqui (80 quilômetros a norte de Bagdá), em março e, neste caso, parece haver imagens. Num terceiro episódio, sete marines e um oficial estariam sendo acusados de assassinato, seqüestro e conspiração, cometidos em abril. "Parece que o assassinato de civis iraquianos está se transformando num fenômeno diário", afirmou o presidente da Associação de Direitos Humanos do Iraque, Muayed al-Anbaki, após assistir ao novo vídeo. Dois dias mais tarde, um texto do Washington Post sustentava que Bush sabia dos fatos desde o início de março; e sugeria que uma das questões cruciais era investigar até onde tinha se estendido a rede de autoridades envolvidas no acobertamento do massacre, antes da publicação da reportagem do Time.

Dois pontos muito vulneráveis


No caso Haditha, além deste, há dois pontos vulneráveis ao extremo. O primeiro são duas séries de fotos feitas após os assassinatos. Com exceção de algumas (uma é a que ilustra esta matéria), as imagens permanecem sob censura, acessíveis apenas às comissões de inquérito do Pentágono. A primeira série retrata os corpos dos iraquianos já ensacados. A segunda teria sido feita pelos próprios soldados, momentos após cometerem a chacina. Mostraria, por exemplo, um pai de família atingido enquanto rezava, diante do Corão.

O segundo ponto vulnerável é a punição ¿ e, pior, o julgamento ¿ dos assassinos. Eles foram identificados, a crer no New York Times. Segundo as leis norte-americanas, pode-se aplicar, no caso de assassinato cometido em tempo de guerra, a própria pena de morte. Qual seria a repercussão midiática (e política) de um júri militar, no qual cidadãos norte-americanos podem ser executados por atos cometidos em uma guerra que o Estado quer levar adiante, mas a maioria já rejeita? E no exterior: como prosseguir com o julgamento de Saddam Hussein, que pode ser condenado à morte precisamente porque seus soldados teriam promovido a execução de civis inocentes?

Nota do Siriri : Há quem não acredite no perigo que o estado norte americano representa para o mundo. Os estaduinenses não tem piedade, muito menos compaixão, com outros povos. Acreditem, eles matam pessoas para proteger unicamente os interesses deles e não do mundo, como o discurso hipócrita de Bush prega. Galera se liga!! Quem será o proximo? Nossa Amazonia? Ámerica do Sul? E qual será a desculpa?

Rei 45 em Quarta-feira, Junho 07, 2006

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5 MINUTOS



QUEM RESISTE A UMA CPI DO AMOR E DO SEXO???


Um texto do Xico Sá


Uma amiga entrou na caixa postal do correio eletrônico do marido.

Um desastre.

Entre cantadas e semi-cantadas ou apenas bobagens virtuais, entrou em desespero, gritou, berrou, discutiu a relação por uma quinzena, e quase acaba com aquela vida sob o mesmo teto até então reconhecida no seu grupo de amizade como exemplar, ahhhh.

O marido tinha algum caso para valer? Não. Algum namorico mais a sério? Nada. Havia transado com alguém e comentava que foi bom? Nécaras.

Tudo espuma flutuante e virtual, sem lastro de verdade. Mas foi o bastante para uma baita crise.

Por estas e por outras é que não é nada recomendável quebrar o sigilo postal do companheiro ou da fofolete que te aquece neste inverno...

Ora, quem, entre nós, resistiria a meia hora de quebra do sigilo amoroso ou sexual?

Como na arrecadação de recursos para campanhas eleitorais, todo mundo, até mesmo no mais escondido dos conventos de devotas beneditinas, já teve o seu "caixa 2" do desejo.

Em pensamentos, atos ou omissões. Em telefonemas, emails ou declarações bêbadas.

Ninguém resiste a meia hora de quebra de sigilo. No amor, somos todos, em alguma ocasião, corruptos.

Em maior ou menor grau, todos damos nossas "pisadas de bola".

Menos naquela hora em que a paixão por alguém nos toma 100% do cérebro e a febre amorosa é capaz de quebrar termômetro. Depois passa.

Nosso destino é pecar, como disse o pudico Nelson, padrinho espiritual deste cronista. Por estas plagas, até a virtude prevarica.

Às sextas-feiras,então,já repararam como o cheiro de pecado toma conta dos bares e é mais forte até do que o odor que vem dos ralos e bueiros?

Quem, entre nós, machos & fêmeas, resistiria a uma CPI do amor ou do sexo?

Este cronista ficaria rico, na pele de um camelô de álibis. Ah, as lindas e impagáveis fraquezas da carne.

As despesas com jantares à luz de vela denunciariam os amantes pelo cartão de crédito ou no extrato para simples conferência. Os porteiros de prédios e motéis seriam os mais perseguidos dos depoentes.

Seria um inferno.

A melhor amiga ou o melhor amigo, estas instituições supostamente vestais, também seriam convocados a depor.

Na CPI do amor sobraria até para o entregador de pizzas, que também sabe muito sobre os segredos de alcova.

Os repórteres investigativos, entonces, estariam fodidos, tanto roubam na nota das firmas como no que dizem às minas.

Nosso destino é pecar, pois!!!

Assim como o das pedras é o de serem atiradas, o mais é capitalismo selvagem e moralismo de terceira.

Atire a primeira manchete aquele que nunca roubou no amor ou na nota, seja um boy ou seja um magnata!

Capturado por Gustavo Macedo

Rei 45 em Quarta-feira, Junho 07, 2006

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5 MINUTOS



A FALTA DE VONTADE..



Tenho vontade
Tenho desejo
Tenho tesão
Tenho atitude

Desejo, o veneno louco das paixões
Queima meu peito como brasa
Deixa meu espirito respirar
Deixa eu viver

Todas as loucuras do pensamento
Toda e qualquer coisa que faça viajar
Sinto um profundo desconforto
Quando tenho que segurar

Minha alma é livre, sei disso
Mais não posso descuidar
Lembro sempre do amor
Quero sempre libertar

Minha vida corre como um rio
Que vai encontro ao mar
Sei que quando o mar chegar
Em outra vida vou estar

Tira essa coisa sórdida de mim
Tirar esse desejo de dormir
Sei que esse desejo é força externa
Querendo fazer de mim o que bem quer

Quero manter minha mente livre
Livre das mazelas
Livre do controle remoto
Livre, livre...simplesmente livre!

Rei 45 em Segunda-feira, Junho 05, 2006

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OS SANGUESSUGAS DA VIDA



Sangue, sangue, sanguessuga
Suga sangue todo dia
Sem parar
Suga tudo, suga todos

Sanguessuga minha vida
Meu país
Suga o sangue dos inocentes
Suga a vida , suga a paciência

Rei 45 em Segunda-feira, Junho 05, 2006

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